quinta-feira, 27 de setembro de 2012
ninguém vê
terça-feira, 25 de setembro de 2012
epifania
(Observa através da janela do teto)
- acabei de ler uma matéria interessante... estrelas, as mudanças, essas coisas. não
conseguimos acompanhar as mudanças. enquanto vivemos bilhões de minutos, elas vivem
bilhões de anos. eu olho há bilhões de minutos. quando olhamos para o céu, uma parte das
estrelas que vemos já morreu há muito tempo. a distância, dizem. a distância de nós é tão
grande que, quando a luz que ela emitiu chega até aqui, ela mesma já não existe mais.parece ontem. eu estou vendo o passado de 8.000 anos-luz atrás quando olho para uma estrela que esteja a esta distância daqui. olho pro céu e vejo o passado. de repente é tão próximo, nem parece que foi ontem. se eu continuar olhando. se eu continuar olhando, ela ainda existe.
- acabei de ler uma matéria interessante... estrelas, as mudanças, essas coisas. não
conseguimos acompanhar as mudanças. enquanto vivemos bilhões de minutos, elas vivem
bilhões de anos. eu olho há bilhões de minutos. quando olhamos para o céu, uma parte das
estrelas que vemos já morreu há muito tempo. a distância, dizem. a distância de nós é tão
grande que, quando a luz que ela emitiu chega até aqui, ela mesma já não existe mais.parece ontem. eu estou vendo o passado de 8.000 anos-luz atrás quando olho para uma estrela que esteja a esta distância daqui. olho pro céu e vejo o passado. de repente é tão próximo, nem parece que foi ontem. se eu continuar olhando. se eu continuar olhando, ela ainda existe.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
QUARTA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO DE 2012 Bernardo Lorga
O processo de ucrânia, é uma interseção no meio da dispersão da metrópole, uma lembrança embaçada de uma foto antiga de familia fictícia ou real. Já não se pode mais distinguir... Mas é preciso aprender a fracassar, não conseguimos lembrar de tudo. Esquecer as promessas e mantê-las vivas. Estamos todos em busca de um solução de liberdade. Liberdade é prazer? Ucrânia se tornou um fragmento comum de vida, um processo longo e intenso cheio de altos e baixos num equilíbrio paradoxal, como se toda a intimidade de amizades antgas ou familiaridade, nos fizesse entender seus antagonismos como semelhanças. Porque nos escolhemos no meio disso tudo? A cada segundo que passa nos afastamos, seguimos nossas escolhas por diferenças, e por esse mesmo motivo escolhemos nos encontrar. Familiares e desconhecidos, libertos e aprisionados. Uma história de amor com durabilidade inevitável de início, meio e fim.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
ensaio 24/08
correntes de vento frio às vezes passam e carregam o corpo para outro ponto do espaço. o corpo não responde mais aos seus impulsos biológicos, ele desintegra no ar. ele perde as limitações da pele, vira corrente, fluxo de gases. certa vez, ouviu um professor dizer que o ar é a liberação de elementos químicos gasosos da atmosfera de um planeta. nunca entendeu. sempre achou que gases eram liberados de outra forma. perde a noção de cronologia, sente que pende para os lados, e consequentemente, tropeça nos passos. não entende linearidade. certa vez, ouviu de um professor que linearidade é um conceito epistemológico. nunca entendeu. sempre achou que fosse epidêmica. não consegue conter o quadril, que repercurte em ondas até a ponta do dedo.
aponta pro céu.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
quando o corpo ainda é mas os olhos morrem o que falta?
A mesma história do menino do poço e da falta. do eco.

Dá licença, por favor. Andei ouvindo umas coisas, e não era coisa boa não. Imagina. Se, se. Se envolta ha multidão. Se estão sós. A multidão. Se são todas uma. Se uma é as duas. Elas se fundem com a fumaça. Se não é nada disso. A pressão nos olhos é tão grande. Caio.
"Heterogênese Urbana" - As doenças psíquicas são frutos da cultura... Por isso, com a mudança permanente de objetos que a mente se relaciona por toda a história da humanidade, estas doenças foram mudando, desaparecendo e dando espaço ao surgimento de outras. A mente adoece em relação.
Numa noite dessas você não sabe o que vi no inferno. já não enxergo e caio.
"Como cada um de nós já era vários, já era muita gente. Utilizamos tudo o que nos aproximava, o mais próximo e o mais distante. Distribuímos hábeis pseudônimos para dissimular. Por que preservamos nossos nomes? Por hábito, exclusivamente, por hábito. Para passarmos desapercebidos. Para tornar imperceptível, não a nós mesmos, mas o que nos faz agir, experimentar ou pensar. E, finalmente, porque é agradável falar como todo mundo e dizer o sol nasce, quando todo mundo sabe que essa é apenas uma maneira de falar. Não chegar ao ponto em que não se diz mais EU, mas ao ponto em que já não tem qualquer importância dizer ou não dizer EU. Não somos mais nós mesmos. Cada um reconhecerá os seus. Fomos ajudados, aspirados multiplicados."
você esperava que dessa vez eu morresse e você pudesse sair rastejando daquele quarto. Nós. eu.
"Esquizofrenia são distúrbios caracterizados em geral por uma perturbação fundamental, com distorções do pensamento e da percepção, e por afetos que são inadequados ou embotados. A perturbação envolve as funções mais básicas que dão à pessoa normal o senso de individualidade, unicidade e direção de si mesma. Os sentimentos, pensamentos e atos mais íntimos são sentidos como conhecidos ou partilhados por outros e podem ocorrer delírios explicativos, que figuram forças naturais ou sobrenaturais.
São quadros onde o indivíduo tem uma desagregação parcial ou total da personalidade, onde obrigatoriamente tem alteração da realidade. O indivíduo tem delírio, ou alucinação ou ilusão, mais pode ter mais de um deles. A esquizofrenia é uma perturbação psiquiátrica caracterizada pela presença de comportamento psicótico (isto é, com dissociação entre pensamento e realidade) ou amplamente desorganizado"
nada é suficiente. Então, invento.
"Epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.
Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se "desligada" por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Tranqüilize-a e leve-a para casa se achar necessário. Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais."
foi quando parei de ter cuidado para que as palavras não rasgassem a nossa pele.
porque todo mundo é sintoma de crise.
e continuo

Dá licença, por favor. Andei ouvindo umas coisas, e não era coisa boa não. Imagina. Se, se. Se envolta ha multidão. Se estão sós. A multidão. Se são todas uma. Se uma é as duas. Elas se fundem com a fumaça. Se não é nada disso. A pressão nos olhos é tão grande. Caio.
"Heterogênese Urbana" - As doenças psíquicas são frutos da cultura... Por isso, com a mudança permanente de objetos que a mente se relaciona por toda a história da humanidade, estas doenças foram mudando, desaparecendo e dando espaço ao surgimento de outras. A mente adoece em relação.
Numa noite dessas você não sabe o que vi no inferno. já não enxergo e caio.
"Como cada um de nós já era vários, já era muita gente. Utilizamos tudo o que nos aproximava, o mais próximo e o mais distante. Distribuímos hábeis pseudônimos para dissimular. Por que preservamos nossos nomes? Por hábito, exclusivamente, por hábito. Para passarmos desapercebidos. Para tornar imperceptível, não a nós mesmos, mas o que nos faz agir, experimentar ou pensar. E, finalmente, porque é agradável falar como todo mundo e dizer o sol nasce, quando todo mundo sabe que essa é apenas uma maneira de falar. Não chegar ao ponto em que não se diz mais EU, mas ao ponto em que já não tem qualquer importância dizer ou não dizer EU. Não somos mais nós mesmos. Cada um reconhecerá os seus. Fomos ajudados, aspirados multiplicados."
você esperava que dessa vez eu morresse e você pudesse sair rastejando daquele quarto. Nós. eu.
"Esquizofrenia são distúrbios caracterizados em geral por uma perturbação fundamental, com distorções do pensamento e da percepção, e por afetos que são inadequados ou embotados. A perturbação envolve as funções mais básicas que dão à pessoa normal o senso de individualidade, unicidade e direção de si mesma. Os sentimentos, pensamentos e atos mais íntimos são sentidos como conhecidos ou partilhados por outros e podem ocorrer delírios explicativos, que figuram forças naturais ou sobrenaturais.
São quadros onde o indivíduo tem uma desagregação parcial ou total da personalidade, onde obrigatoriamente tem alteração da realidade. O indivíduo tem delírio, ou alucinação ou ilusão, mais pode ter mais de um deles. A esquizofrenia é uma perturbação psiquiátrica caracterizada pela presença de comportamento psicótico (isto é, com dissociação entre pensamento e realidade) ou amplamente desorganizado"
nada é suficiente. Então, invento.
"Epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.
Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se "desligada" por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Tranqüilize-a e leve-a para casa se achar necessário. Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais."
foi quando parei de ter cuidado para que as palavras não rasgassem a nossa pele.
porque todo mundo é sintoma de crise.
e continuo
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
eu, tentando entender. as vezes é só pensamento
um cano. uma direção oca, longilínea. o silêncio oco do vazio. três pessoas resolveram juntas deixar de existir para o mundo. ela pega o cigarro e decide fumar lá fora.
não... uma bifurcação. elas compartilham o mesmo espaço, mas não o mesmo tempo. ela observa a janela, inexpressiva. acha bonito, mas dói.
bifurcação. o mofo parte da parede, invade a cena e parece ser o motivo de tudo. o tempo nos mofa e assim lhe concedemos existência. ela carrega o mofo nas cordas vocais, toda vez que decide se explicar, o espaço é engolido. 379, 548 mil, 785 bilhões, 958 mil bifurcações.
...
quantos fins tem uma peça?
não... uma bifurcação. elas compartilham o mesmo espaço, mas não o mesmo tempo. ela observa a janela, inexpressiva. acha bonito, mas dói.
bifurcação. o mofo parte da parede, invade a cena e parece ser o motivo de tudo. o tempo nos mofa e assim lhe concedemos existência. ela carrega o mofo nas cordas vocais, toda vez que decide se explicar, o espaço é engolido. 379, 548 mil, 785 bilhões, 958 mil bifurcações.
...
quantos fins tem uma peça?
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
explica, explica

PAULO (TENTATIVA/FALHA N. 000005)
Nascido em 1970, Tongo, Serra Leoa
(Abu Bakarr Mansaray)
Serra Leoa é um dos países mais pobres da África ocidental, na escolha de uma carreira como artista Mansaray tem trabalhado para conter o colapso de uma nação drenada pela guerra civil. Após deixar a escola em 1987, estabeleceu-se em Freetown, onde se tornou um autodidata voraz, estudando todos os aspectos da ciência prática e engenharia. Ele reavivou uma técnica especialmente popular na África central de fabricação de objetos decorativos ou brinquedos de arame e ferro. Mas ele aplicou uma forma extrema desta técnica para construir máquinas futuristas para fins extravagantes, criando engenhocas que poderiam produzir luz, fogo, ar, água, frio, movimento e som. "Eu sou um artista, quero fazer criações sem qualquer limitação. Eu faço desenhos, pinturas, esculturas. . . Também invento máquinas para meu próprio uso em casa e às vezes para outras pessoas ".
Os desenhos preparatórios, Mansaray, também encara como obras independentes. Estes estudos consistem em cálculos detalhados, desenhos, diagramas, e comentários feitos a lápis, caneta esferográfica e lápis de cor. "Eu gosto de fazer desenhos estranhos, complicados e projetar máquinas inspiradas em idéias científicas que são, por vezes, para além da imaginação humana (por exemplo, as máquinas que eu projetei chamadas "Inferno" e "Extintor Telefone Nuclear Descoberto no Inferno") Eu quero que as pessoas sintam o poder da criação." Sem dúvida, a situação económica, política e social em Serra Leoa, um país onde a guerra deixou para trás nada além de ruínas e corpos carbonizados, moldou a imaginação Mansaray e da inspiração. Em 1998 ele conseguiu escapar de seu país em circunstâncias extremamente difíceis, no entanto, sua obra continua a testemunhar os horrores da guerra.
(Abu Bakarr Mansaray)
Serra Leoa é um dos países mais pobres da África ocidental, na escolha de uma carreira como artista Mansaray tem trabalhado para conter o colapso de uma nação drenada pela guerra civil. Após deixar a escola em 1987, estabeleceu-se em Freetown, onde se tornou um autodidata voraz, estudando todos os aspectos da ciência prática e engenharia. Ele reavivou uma técnica especialmente popular na África central de fabricação de objetos decorativos ou brinquedos de arame e ferro. Mas ele aplicou uma forma extrema desta técnica para construir máquinas futuristas para fins extravagantes, criando engenhocas que poderiam produzir luz, fogo, ar, água, frio, movimento e som. "Eu sou um artista, quero fazer criações sem qualquer limitação. Eu faço desenhos, pinturas, esculturas. . . Também invento máquinas para meu próprio uso em casa e às vezes para outras pessoas ".
Os desenhos preparatórios, Mansaray, também encara como obras independentes. Estes estudos consistem em cálculos detalhados, desenhos, diagramas, e comentários feitos a lápis, caneta esferográfica e lápis de cor. "Eu gosto de fazer desenhos estranhos, complicados e projetar máquinas inspiradas em idéias científicas que são, por vezes, para além da imaginação humana (por exemplo, as máquinas que eu projetei chamadas "Inferno" e "Extintor Telefone Nuclear Descoberto no Inferno") Eu quero que as pessoas sintam o poder da criação." Sem dúvida, a situação económica, política e social em Serra Leoa, um país onde a guerra deixou para trás nada além de ruínas e corpos carbonizados, moldou a imaginação Mansaray e da inspiração. Em 1998 ele conseguiu escapar de seu país em circunstâncias extremamente difíceis, no entanto, sua obra continua a testemunhar os horrores da guerra.
afinal onde é Ucrn3?
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